Memória Lélia Gonzalez Informa

CULTURA, EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO EM AMEFRICANIDADE - // - este Blog está atualizado no endereço http://leliagonzalez-informa.blogspot.com/

14.6.08

Terreiros capacitam mulheres contra violência - 1

Terreiros capacitam mulheres da periferia do RJ para o trabalho e enfrentamento à violência

30/05/2008 - 17:22
                                           
Além da preparação para novas oportunidades de mercado, 345 alunas terão formação em Direitos Humanos e Cidadania para prevenção da violência contra as mulheres no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e São João do Meriti. Programa fortalecerá interação de terreiros tradicionais e lideranças comunitárias

Oportunizar novas possibilidades de trabalho e renda para mulheres da periferia do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e São João do Meriti é um dos objetivos do programa Iyá Àgba de Apoio às Casas de Matrizes Africanas, parceria entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Criola - Organização de Mulheres Negras e os terreiros de matriz africana Omim Ojuaro, Yá Majele O, Ala Koro Wo e Omulu e Oxum - todos dirigidos por mulheres.

A apresentação do programa foi na segunda-feira (02/06), das 9h às 12h, na Capela Ecumênica da UERJ, na capital fluminense. O ato contou com as presenças da ministra Nilcéa Freire, da SPM; de Lúcia Xavier, coordenadora de Criola; e das sacerdotisas dos terreiros participantes do programa.

Cidadania e empreendedorismo

Consagrados centros de referência espiritual e social, as casas de terreiro já desenvolvem trabalhos de inclusão digital, distribuição de cestas de alimentos, ações afirmativas, educação de jovens e adultos. Estão localizadas nos bairros periféricos dos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e São João do Meriti, onde há grande concentração de população negra e de baixa renda, vulnerabilidade social e altos índices de violência urbana.

O programa marca a parceria entre o governo federal e os terreiros tradicionais do Rio de Janeiro em ação focada na formação de mulheres, especialmente mulheres negras, que habitualmente trabalham como empregadas domésticas ou com comércio de rua e coleta e reciclagem de lixo. Ao todo serão beneficiadas 345 mulheres, com idades entre 17 e 84 anos.

A iniciativa visa a autonomia e independência financeira das mulheres e a tomada de consciência em relação às questões de gênero e raça, direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais, como estabelecem os capítulos Autonomia Econômica e Igualdade no Mundo do Trabalho; o Enfrentamento de Todas as Formas de Violência contra as Mulheres; e o Enfrentamento do Racismo, Sexismo e Lesbofobia do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (II PNPM).

Terreiros e ação social

No terreiro Omulu e Oxum, localizado no bairro São Mateus em São João do Meriti, serão capacitadas 50 mulheres. Na casa serão ministrados cursos de Culinária e Artesanato - ambos com carga horária total de 88 horas e módulo comum de Direitos Humanos e Cidadania, cujo conteúdo abordará os direitos das mulheres, a situação atual das mulheres brasileiras e os mecanismos de proteção à mulher através de técnicas da pedagogia feminista e anti-racista, e de Empreendedorismo, com conteúdo conceitual e técnicas de comercialização e gestão de negócios.

O curso de Culinária formará as alunas para aquisição de produtos e controle de qualidade de alimentos, preparação de alimentos e manuseio de receitas para públicos diversos, preparação de bebidas afro-brasileiras e técnicas de reaproveitamento de alimentos e produtos. Já o curso de Artesanato ensinará técnicas de pintura em tecido, cestaria, topiaria, pintura em cerâmica, decupagé, craquelê e reciclagem - atenção especial será dada à preservação do meio ambiente através da reciclagem e reaproveitamento de materiais descartáveis.

Força coletiva de trabalho

O Ilê Axé Ala Koro Wo pretende incentivar a participação, fortalecimento das formas coletivas de trabalho e atuação política de 160 mulheres das imediações do bairro da Venda, em São João do Meriti. Orientada por uma pedagogia feminista e anti-racista, a ação será desenvolvida através de oficinas de qualificação para geração de renda, reaproveitamento de alimentos e integração comunitária.

A qualificação profissional está dividida em oficinas de pães, pizzas, lanches e doces e técnicas de gestão de negócios, com 44 horas. A atuação política das mulheres também é um dos pontos a serem trabalhados pela ação, que abordará conteúdos de gênero, raça/etnia, saúde e direitos humanos. Ao final da intervenção, o terreiro Ilê Axé Ala Koro Wo intensificará a relação com a comunidade, a fim de aprimorar o espaço de diálogo das mulheres.

Vivência inter-geracional

Também com projeto focado na expansão de mercado para as mulheres na comunidade, o terreiro Ilê Axé Manjele O preparará 75 mulheres, de 17 a 84 anos, residentes do bairro Água Santa em coleta seletiva, frente coletiva de trabalho e defesa dos direitos das mulheres negras. O curso será aplicado em duas etapas: qualificação em coleta seletiva, reciclagem de lixo, formação do coletivo das catadoras e sensibilização dos moradores do bairro Água Santa para coleta seletiva do lixo na zona Norte do Rio de Janeiro.

Diversidade nos terreiros

Com projeto de intervenção na área de saúde da mulher negra, o Ilê Omim Ojuaro objetiva instrumentalizar 60 mulheres, de 18 a 80 anos, em defesa dos direitos sexuais e direitos reprodutivos com base na cultura afro-brasileira. Sediado no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, a casa vem estabelecendo um diálogo inter-religioso com os movimentos sociais, especialmente negro e de mulheres negras, e para a cultura da paz.

As ações estão organizadas em três módulos que tratarão de temas como culturas afro-brasileiras, acolhimento da mulher nas comunidades de terreiros direitos humanos, direitos das mulheres, concepções feministas, anti-racistas e lesbofóbica. O prazo de execução previsto é de 12 meses.

Lançamento do Programa Iyá Àgba de Apoio às Casas de Matrizes Africanas
Data: 2 de junho de 2008, segunda-feira
Horário: das 9h às 12h
Local: Capela Ecumênica da UERJ (Rua São Francisco Xavier, 524) - Rio de Janeiro/RJ

fonte:
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sepm/noticias/ultimas_noticias/not_terreiros_capacitacao/  

criado por Memória Lélia Gonzalez    23:01 — Arquivado em: Lançamento, Religião Afro-Brasileira

Terreiros capacitam mulheres contra violência - 2

Lançamento do Programa das Yás I

Foi lançado, no último dia 2 de junho, na Capela Ecumênica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o Programa Iyá Àgbá de Apoio as Casas de Matrizes Africanas Lideradas por Mulheres.

O objetivo é oportunizar novas possibilidades de trabalho e renda para mulheres da periferia do Rio de Janeiro.

Os cursos são nas áreas de culinária e artesanato, reaproveitamento de alimentos, reciclagem de lixo, instrumentalização para a saúde da mulher negra e estão beneficiando cerca de 400 mulheres.

Todos os módulos tratam de temas como o enfrentamento ao racismo, ao sexismo e à lesbofobia.

O programa tem o apoio da SPM, em parceria com o Criola - Organização de Mulheres Negras e os terreiros de matriz africana Ilê Omiojuarô, Ilê Axé Manjele O, Ilê Ala Koro Wo e Ilê Omulu e Oxum - todos conduzidos por mulheres.

Lançamento do Programa das Yás II

Participaram do ato a ministra Nilcéa Freire, as Iyalorixás Mãe Beata de Iyemanjá, Mãe Meninazinha de Oxum, Mãe Tânia de Yemanjá, Mãe Torody Dógum, Lúcia Xavier - Criola, o reitor da UERJ, Ricardo Castro, e o deputado federal, Carlos Santana, parceiro do programa.

Num clima de bastante emoção, foram apresentados os projetos de cada terreiro e alguns resultados dos cursos, como a exposição e degustação de pães, produzidos pelo Terreiro da Iyá Torody Dógum.

A UERJ foi escolhida para o lançamento do programa por ter sido a primeira universidade a implantar o processo de cotas para a população negra.

fonte: Informativo da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres
http://200.130.7.5/spmu/informativo/informativo.asp?edicao=50  

criado por Memória Lélia Gonzalez    22:51 — Arquivado em: Lançamento, Religião Afro-Brasileira

SPM e as políticas para LGBT - GLBT


SPM apresenta políticas voltadas a lésbicas, bissexuais e transexuais em painel na I Conferência GLBT

06/06/2008 - 16:15

Respeito à orientação sexual está assegurado no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) participa hoje (06/06) do painel “Poder Público Federal” da I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A gerente de projetos da Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Ane Cruz, apresentará plano de ação e metas previstas para lésbicas, bissexuais e transexuais no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (II PNPM) - eixos Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos e Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia - os serviços disponibilizados na rede de atendimento à mulher, os direitos assegurados na Lei Maria da Penha e o Pacto Nacional de Enfretamento à Violência contra a Mulher, os quais incorporam a dimensão de orientação sexual.

Mudança cultural

A I Conferência Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (I CNGLBTT) foi aberta ontem (05/06), em Brasília, com público estimado em 1.000 pessoas e observadores de 14 países.

Em seu discurso, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Brasil precisa adotar um processo de reparação e de mudança cultural para combater todas as formas de discriminação. Lula classificou o preconceito como “a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano”.

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, fez uma análise da luta pela inclusão social ao longo dos tempos e do tratamento dispensado à diversidade sexual. Em seu pronunciamento, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou que até o final do mês assinará portaria autorizando cirurgias de mudança de sexo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nem mais nem menos, direitos iguais

Pelo movimento social, representantes da Associação Brasileira GLBT, Toni Reis; do Movimento GLBT, Fernanda Benvenuti, e da Rede Afro GLBT, Negra Cris, citaram as violências contra GLBT, motivadas por discriminação e intolerância, e reivindicaram ações e políticas públicas do governo federal, como criminalização da homofobia, legislação nacional favorável à união civil de pessoas do mesmo sexo, conselho nacional GLBT, periodicidade da conferência nacional GLBT, direitos dispostos em Estatuto GLBT, entre outras demandas.

A mesa de autoridades foi composta pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; primeira-dama, Maria Letícia; ministra da SPM, Nilcéa Freire, ministros dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi; da Saúde, José Gomes Temporão; interino da Previdência Social, Carlos Eduardo Gaba; dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi; interino da Igualdade Racial, Elói Ferreira; advogado-geral da União, José Toffoli.

A I Conferência Nacional GLBT se encerra no domingo (08/06) e pretende propor políticas públicas e a elaboração do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de GLBT, ao mesmo tempo em que pretende avaliar e propor estratégias para fortalecer o Brasil sem Homofobia - programa de combate à violência e à discriminação contra GLBT e de promoção da cidadania homossexual.

http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sepm/noticias/ultimas_noticias/not_spm_apresenta_politicas_voltadas_a_lesbicas_bissexuais_transexuais_em_painel_na_i_conferencia_glbt/  

criado por Memória Lélia Gonzalez    22:29 — Arquivado em: LGBT - GLBT

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://informa.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.