Memória Lélia Gonzalez Informa

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28.7.07

I Encontro Nacional da Juventude Negra, Enjune

Começa em Salvador o I Enjune
Por: Redação - Fonte: Afropress - 27/7/2007

Salvador - Cerca de 650 delegados se reúnem desta sexta-feira até domingo (29/07), no município de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, no I Encontro Nacional da Juventude Negra (Enjune). O Encontro acontece no Colégio Municipal 02 de Julho, Bairro Itinga, e debaterá os principais problemas enfrentados pela juventude negra do país, entre os quais a escolaridade, renda familiar, lazer, gênero, saúde, vida rural e urbana, entre outros.

O I Enjune foi preparado durante cerca de 18 meses e tem o apoio do Governo Federal, por intermédio da Seppir e da Secretaria da Juventude, Ministério da Educação, da Saúde e da Previdência Social, que ajudou nas passagens e em despesas relacionadas à infra-estrutura.

Segundo a coordenação do evento, o encontro, porém, tem caráter supra-partidário e buscou, na sua construção, contemplar as diversas juventudes e as particularidades de cada região.

“O processo de articulação e construção da juventude negra de forma autônoma, em nível nacional, já demonstra uma conquista importante do ENJUNE, mas espero que possamos nesta fase compartilhar experiência, analisar, construir e pautar as demandas da juventude negra, porque ‘estamos por nosso própria conta”, afirmou Michel Chagas, coordenador nacional do Encontro.

Programação Completa do ENJUNE

27 de julho - Sexta-Feira

16h às 21h – Credenciamento
18h - Retrospectiva e Perspectivas da Construção do ENJUNE
18h30 - Abertura
19h30 - Homenagem ao dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe
20h – Painel Genocídio da Juventude Negra
Alexandre Garnizé – Conselho Nacional de Juventude / Rio de Janeiro
Deise Benedito – ONG Fala Preta / São Paulo
Hamilton Borges – Movimento Negro Unificado / Bahia
Lio Nzumbi – Reaja ou será Mort@! / Bahia
Seba Vassou – Fórum Reage Baixada / Rio de Janeiro
Zapata – Pesquisador / Rio Grande do Sul

21h30 às 23h - Atividade Cultural – Show Ilê Aiyê

28 de julho - Sábado

07h – Café da Manhã
07h às 10h – Credenciamento
09h – Leitura do Regulamento do ENJUNE
09h30 - Painel: Novas Perspectivas na Militância Étnico/Racial
Ângela Guimarães – Coordenação Nacional de Juventude da Unegro / Bahia
Karine silva – Coordenação Nacional de Formação do Movimento Negro Unificado / Bahia
Lamartine Silva – MOHHB e Conselho Nacional de Juventude / Maranhão
José Raimundo – Advogado e Panafricanista / São Paulo
Julio Souza – Movimento Juventude Negra e Favelada / Minas Gerais
Sônia Ribeiro - Pernambuco

11h – Painel: Juventude Negra e Diáspora Africana
Argenis Delgado – Rede Afrovenezuelana de Juventude Negra / Venezuela
Chanzo – Pesquisador / Trinidad e Tobago
Larissa Borges – Hip Hop chama / Minas Gerais
Miguel Pereira – Rede Latinoamericana de Juventude Negra / Uruguai
Ndiaye Detoubab – Estudante / Senegal
Vilma Reis – Ceafro / Bahia

12h30 – Almoço
14h às 19h – Rodas de Discussão
Eixos Temáticos
Cultura
Mediador: Jorge Hilton - Rede Aiyê de Hip Hop / Bahia
Sociedade Civil: Ângelo Flávio - Teatrólogo e Ator / Bahia
Relator: Antônio Sérgio Brito / Bahia

Segurança, Vulnerabilidade e Risco social
Mediador: Lio Nzumbi - Reja ou será Mort@! / Bahia
Sociedade Civil: Léo Ornelas – Unegro / Bahia
Relatora: Elaine Souza / Bahia

Educação
Instituição Governamental: Rafael de Oliveira - Ministério da Educação
Mediadora: Ladjane Souza - Instituto Cultural Steve Biko / Bahia
Sociedade Civil – Silvio Humberto – Instituto Cultural Steve Biko / Bahia
Relatora: Maria Priscila dos Santos de Jesus / Bahia

Saúde da População Negra
Instituição Governamental: Antônio Alves de Souza - Ministério da Saúde
Mediadora: Luciane Rocha – Conselho Nacional de Juventude / Rio de Janeiro
Sociedade Civil – Lúcia Xavier – Ong Criola / Rio de Janeiro
Relatora: Heloisa Chagas / Bahia

Terra e Moradia
Mediador: Ditinho - Quilombo Urbano de Xambá / Pernambuco
Sociedade Civil: Luiz Gonzaga (Gegê) – Central de Movimentos Populares /São Paulo
Relator: Roque Peixoto / Bahia

Comunicação e Tecnologia
Mediadora: Raquel Quintiliano – Articulação para o Combate ao Racismo Institucional / Bahia
Sociedade Civil: Paulo Rogério - Instituto de Mídia Étnica / Bahia
Relator: Daniel Nascimento / Bahia

Religião do Povo Negro Brasileiro
Instituição Governamental: Jorge Carneiro - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Mediador: Ulises Soares – Congresso Nacional de Negros Cristãos / Bahia
Sociedade Civil: Jô Guimarães - Ceafro / Bahia
Relatora: Cláudia Bispo dos Santos / Bahia

Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Instituição Governamental: Givânia da Silva - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Mediador: Jorge Poca - Movimento Afro Jovem do Amapá / Amapá
Sociedade Civil: Francisco Pereira (Zezé) – Movimento Cultura de Rua / Ceará
Relatora: Taneska / Bahia

Trabalho
Mediador: George – Instituto Cultural Steve Biko / Bahia
Sociedade Civil: Antônio Nascimento – Fundação Kellog / Bahia
Relator: Jorge da Cruz Vieira / Bahia

Inserção Social nos Espaços Políticos
Instituição Governamental: Secretaria Nacional de Juventude
Mediadora: Larissa Borges – Hip Hop Chama / Minas Gerais
Sociedade Civil: Ivanir dos Santos – Ong Ceap / Rio de Janeiro
Relator: Mohamad Ale Silva dos Santos / Bahia

Ações Afirmativas e Políticas de Reparação
Instituição Governamental: Alexandro da Silva - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Mediador: Cláudio Thomas (TOM) – Movimento Negro Unificado / São Paulo
Sociedade Civil: Milton Barbosa - Movimento Negro Unificado / São Paulo
Relator: Daniela / Bahia

Gênero e Feminismo
Instituição Governamental: Regina Adami - Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Mediadora: Lilian Mendes - Clã nordestino / Maranhão
Sociedade Civil: Ubiraci Matildes – Fórum Nacional de Mulheres Negras / Bahia
Relator: Verônica Nairob Sales de Aguiar / Bahia

LGBT: Identidade de Gênero e Orientação Sexual
Instituição Governamental: Ivair dos Santos - Secretaria Especial de Direitos Humanos
Mediador: Milton Santos – Grupo Estruturação / Brasília
Sociedade Civil: Leila Lopes - Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas – Candace / Rio Grande do Sul
Relatora: Ana Cristina / Bahia

Inclusão de Pessoas com Deficiência
Instituição Governamental: Helcio Soares - Secretaria Especial de Direitos Humanos
Mediador: José Higino Souza – Cotista da Universidade de Brasília / Brasília
Sociedade Civil: Marina Maria - Ong Escola de Gente / Rio de Janeiro
Relator: Wilton Mercês / Bahia

19h às 21h – Jantar
21h às 23h – Atividades Culturais - Samba de Roda e Kizomba ENJUNE

29 de julho - Domingo

07h às 09h – Café da Manhã
09h às 13h – Plenária - Leitura e Aprovação das Propostas das Rodas de Discussão
13h às 14h30 - Almoço
14h30 - Plenária
Lançamento do Fórum Nacional de Juventude Negra
17h30 – Encerramento Cultural – Banda Os Negões
19h – Jantar

fonte: http://www.afropress.com/noticias_2.asp?id=1258

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17.7.07

Nossa Gente: Axé Janeth Arcain!

Perfil da Janeth Arcain
                                                                 

Nome: Janeth Arcain
Posição: Armador
Estatura/Peso: 5-11 (1,80 m.) 147 lb. (66.7 kg)
Data do nascimento: 11 de Abril de 1969 (São Paulo, Brasil)
Equipe: Houston Comets

A Janeth é a única jogadora na história dos Comets a jogar em todos os 196 jogos (até a data de 6/19/03). Ela começou a jogar basquete com 14 anos de idade, depois de ver o Campeonato Mundial em São Paulo de 1983. Antes de sua carreira na WNBA, seu momento mais memorável de basquete for ganhar o Campeonato Mundial de 1994 contra a China. A superstição de Janeth para ter uma boa partida é que ela deve pisar na quadra com seu pé direito.

O mais destacado na sua carreira: Ela foi titular em um total de 138 jogos em sete temporadas, incluindo uma faixa ativa de 106 jogos consecutivos (até a data de 6/19/03). Sua média de carreira é de 10.3 pontos, 3.7 rebotes e 1.9 assistências por partida. Ela é a quarta na história dos Houston Comets com a média mais alta de pontos (10.3), a segunda em roubos de bola (260), e é a terceira em assistências totais (367) e rebotes totais (728). Janeth foi nomeada a Jogadora Mais Melhorada do Ano de 2001 da WNBA.

Temporada 2002-2003: Sua media foi de 11.4 pontos, 3.9 rebotes e 2.7 assistências em 32 jogos como titular. Foi classificada a terceira na WNBA em porcentagens de lance livre (.883). Foi a nona colocada na WNBA em minutos jogados (34.9). Foi classificada a terceira nos Comets em pontos (11.4 ), segunda em assistências (2.7) e segunda em roubos de bola (1.59). Ela liderou a equipe em assistências 10 vezes. Marcou 21 vezes e cruzou a marca de 20 pontos em duas ocasiões.

Nos Playoffs: Segura médias de carreira de 8.0 pontos e 3.8 rebotes em 24 jogos do playoff . Janeth, junto com Tina Thompson, é a única de duas jogadores dos Comets a ter participado em todos os jogos do playoff na história da equipe. Ela é a quinta na história dos playoffs dos Comets em média de pontos (8.0) e é a terceira em rebotes totais (90). Marcou 18 pontos em Los Angeles no dia 20 de agosto de 2001. Registrou o único duplo-dobro de sua carreira no dia 28 de agosto de 1997, no Jogo de Semifinal contra Charlotte, marcando 15 pontos e 10 rebotes.

2001-2002: Classificada a quarta jogadora na WNBA em marcação. Liderou os Comets em pontos em 17 ocasiões e vez quatro rebotes. Marcou 20 ou mais pontos em 12 ocasiões. Fez 24 lances livres consecutivos do dia 7 ao dia 30 de junho. Fez o arremesso ganhador no último segundo para uma vitória de 60-58 em Phoenix no dia 10 de junho. Recebeu seu primeiro título de Jogadora da Semana da WNBA para os jogos jogados nos dias 4 a 10 de junho, com uma média de 23.3 pontos e de .833 arremessos da linha de lance livre. Foi titular ao seu primeiro jogo de All-Star da WNBA depois de receber 70,107 votos. Jogou 20 minutos, marcou sete pontos e registrou um rebote no jogo de All-Star no dia 16 de julho. Marcou 29 pontos no dia 24 de julho contra Utah.

2000-2001: Alcançou duplo-algarismo ao marcar 11 vezes. Marcou 18 pontos em Portland no dia 31 de maio, e contra Portland no dia 30 de junho. Liderou os Comets em marcação e dois rebotes. No último segundo, fez o arremesso ganhador numa 73-71 vitória em Utah no dia 10 de junho. Fez nove rebotes contra Phoenix no dia 2 de julho.

1999-00: Medias: 5.8 pontos, 2.8 rebotes e 1.2 assistências em 32 jogos.

1998-99: Fez cinco rebotes ofensivo contra Phoenix no dia 28 de julho.

1997-98: Marcou 23 pontos no primeiro jogo dos Comets no dia 24 de julho. Fez nove rebotes em duas ocasiões. Liderou os Comets ao encestar três vezes.

fonte: http://www.nba.com/brasil/perfil_janeth_arcain.html

Conheça o site oficial de Janeth

”Conheça o Centro de Formação Esportiva de Janeth Arcai. Muito além do basquete, uma formação completa para as crianças de nosso Brasil.”

Para saber mais

Mais fotos – Fotos Marcelo Pereira/Terra

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14.7.07

São Paulo, SP. Hino Negro terá de ser cantado

Por: Redação - Fonte: Afropress - 13/7/2007

S. Paulo - O Hino à Negritude, de autoria do professor Eduardo de Oliveira, deverá ser cantado em todas as solenidades que envolvam a raça negra, segundo dispõe a Lei 14.472, fruto do PL 106/207, de autoria de todos os vereadores paulistanos, consolidando a legislação municipal sobre honrarias, símbolos da cidade de S. Paulo.

A Lei foi sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab, em 10 de julho, e publicada no Diário Oficial da Cidade, edição de quarta-feira, dia 11 de julho, com a reprodução da letra do professor Eduardo de Oliveira e a partitura. Anteriormente à publicação, em eventos de entidades e organizações negras, como o Movimento Brasil Afirmativo e nas reuniões preparatórias para a Parada Negra, as reuniões eram abertas ou encerradas com o cântico do Hino. “Eu me sinto emocionado”, afirmou o professor Eduardo, que é presidente de honra do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), ao receber uma cópia do Diário Oficial.

Conheça o

        Hino à Negritude
                                      Eduardo de Oliveira

I

Sob o céu cor de anil das Américas,
Hoje se erguem um soberbo perfil.
É uma imagem de luz
Que, em verdade, traduz
A História do Negro no Brasil,
Este povo, em passadas intrépidas,
Entre os povos valentes se impôs.
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs

II

Levantando no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou,
Este povo imortal
Que não encontra rival,
Na trilha que o amor lhe destinou.
Belo e forte, na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz.
Brasileiro, de escol
Luta de sol a sol
Para o bem do nosso país.

III

Dos Palmares, os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que, no solo tupi,
Nos legara Zumbi,
Sonhando com a libertação.
Sendo filhos, também da Mãe África,
Aruanda dos Deuses da Paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás

IV

Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado heróico labor
Todos, numa só voz,
Bradam nossos Avós
Viver é lutar com destemor
Para frente, marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Eis, pois, Cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor porvir.

Bis

Ergue a tocha do alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois, que as páginas da História,
São galardões aos negros de altivez.

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13.7.07

Forrest Whitaker interpretará Moisés nos cinemas

Quinta, 12 de julho de 2007, 20h28

Forrest Withaker, ganhador do Oscar de melhor ator pelo papel do ditador Amin no filme O Último Rei da Escócia, vai participar de um filme sobre o Antigo Testamento.

Dessa vez, Withaker vai interpretar um papel bem diferente: ele será Moisés. Esta versão conta com mais de 200 atores negros. No elenco também estarão Denzel Washington, Angela Bessett e Cuba Gooding Jr.

fonte: http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI1753746-EI1176,00.html

recebido de Heitor - hcsbg@yahoo.com.br,
em discriminacaoracial@yahoogrupos.com.br

Para saber mais: http://www.imdb.com/name/nm0001845/

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Contra a redução da maioridade penal

Entidades manifestam contra redução da maioridade penal

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara promoveu nesta semana uma audiência pública sobre a redução da maioridade penal. Parlamentares, representantes do governo e de movimentos em defesa da infância expuseram sua opinião contrária ao projeto, recentemente aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Na discussão a coordenadora da Frente Parlamentar pelos Direitos da Criança e do Adolescente, deputada Maria do Rosário (PT-RS), afirmou que a violência que envolve os adolescentes é uma questão social que atinge principalmente "jovens que tem rosto, etnia e classe social".

Segundo a deputada Maria do Rosário, a reação das autoridades propondo o recrudescimento da legislação e a redução da maioridade penal é inadequada. "Não se reconhecem os direitos da juventude e seu estágio peculiar de desenvolvimento. A juventude é a principal vítima da violência no Brasil, mas acaba muitas vezes responsabilizada", disse. "São jovens negros, pobres, que moram em periferias as principais vítimas. São estes que querem colocar na cadeia", disse. Maria do Rosário ressaltou ainda que os crimes cometidos por jovens são "amplamente destacados pela imprensa", ao passo que os crimes que vitimam adolescentes não recebem a mesma divulgação, a não ser se a vítima for um jovem de classe média incluído socialmente.

Na opinião na presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Carmen Oliveira, enquanto a adolescência na classe média tem sido alongada, com "trintões" vivendo na dependência dos pais, em outros segmentos da sociedade procura-se encurtá-la. "A gente quer ver encurtada a juventude pobre", denunciou. A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Karyna Sposato criticou a fundamentação da discussão sobre reduzir a maioridade penal de acordo com o discernimento dos menores. "É um engodo. O discernimento é um dos temas mais controversos do Direito", destacou, durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Para Karyna, o que está em jogo não é se o jovem sabe o que faz, mas se o Estado sabe o que faz com o jovem. Ela disse que apurar se o jovem tem discernimento ou não dos seus atos envolve alta subjetividade.

A coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Violência contra Mulheres, Crianças e Adolescentes (Violes) do Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), professora Maria Lúcia Leal, divulgou os resultados de uma pesquisa conduzida por seu grupo. Segundo o trabalho, 178 adolescentes internos do Centro de Atendimentos Juvenil Especializado de Brasília (Caje) foram assassinados entre 2003 e 2005 no Distrito Federal.

A deputada distrital Erika Kokay (PT) afirmou ainda que "não há nada que justifique a redução da maioridade penal". Ela lembrou que a reincidência de menores egressos de unidades de internação de jovens é de 20%, enquanto que a reincidência dos egressos dos sistemas prisionais está em torno de 60%.

O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, acompanhado de diversos militantes dos movimentos em defesa de crianças e adolescentes, entregou ontem ao presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o projeto que cria o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Na opinião de Maria do Rosário, o sistema representa a melhor forma de recuperar jovens que cometem algum ato infracional. "O Sinase significa um conjunto de ações que visam recuperar o jovem e não simplesmente puni-lo", concluiu.

Chinaglia recebe proposta que cria Sistema de Atendimento Socioeducativo

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), recebeu ontem o projeto que cria o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). A proposta foi entregue pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. O texto detalha as regras para aplicação de medidas socioeducativas a adolescentes em conflito com a lei. Vannuchi pediu prioridade à matéria. Chinaglia reconheceu a importância do tema, mas disse que, antes de estabelecer um prazo de votação, pretende levar o assunto aos líderes partidários.

Pela proposta, os estados ficarão responsáveis por executar medidas de semi-liberdade e internação, enquanto os municípios ficarão com as medidas em meio aberto, como a prestação de serviço à comunidade. Já a União ficará responsável por coordenar a Política Nacional de Medidas Socioeducativas e dar aporte financeiros a estados e municípios.

Tanto o ministro quanto o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Luiz Couto (PT-PB), disseram que a aplicação uniforme das medidas socioeducativas em todo o país poderá diminuir os índices de atos violentos praticados por jovens, derrubando assim o argumento de que é preciso reduzir a maioridade penal, que hoje é de 18 anos.

Na opinião da deputada Maria do Rosário (PT-RS), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, se implementado, o sistema significará um tratamento adequado aos jovens infratores. "O Sinase é a prova de que ao invés de reduzirmos a idade penal e colocarmos nossos adolescentes em presídio, podemos tratar da sua recuperação com programas de educação e assistência", afirmou. A parlamentar destacou que os jovens são as maiores vítimas da violência. "Nossa juventude sofre com os problemas sociais diariamente. Condená-los a prisão é desistir de uma geração e abrir mão de uma responsabilidade que é do Estado brasileiro", acrescentou. O ECA completa hoje 17 anos.

fonte: Informes PT - 13/jul/2007 nº3789

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12.7.07

Arquivo para restrição aos direitos de quilombolas

Projeto que restringe direitos de quilombolas é arquivado pela Câmara
10 de julho de 2007

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 44/2007, de autoria de Valdir Colatto (PMDB-SC), que “propõe a suspensão do decreto que regulamenta a identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por quilombolas de que trata o artigo 68 na Constituição Federal, além de anular todos os atos administrativos expedidos com base no referido decreto”, foi arquivado na Câmara dos Deputados. A decisão ocorreu por entendimento do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia e a relatora do PDC na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada federal Iriny Lopes (PT-ES).

Para Iriny, que se reuniu com Chinaglia na última semana, a proposta era equivocada do ponto de vista jurídico, por que ignora tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, que obrigam o Estado brasileiro a respeitar normas relativas ao direito de propriedade e aos direitos humanos de grupos raciais e mesmo de indivíduos que pertençam a eles.

“Mesmo com a vigência do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, (regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), vemos que o reconhecimento de direitos dessas comunidades ainda é muito lento. Atualmente, existem mais de duas mil comunidades quilombolas catalogadas no Brasil, sendo que dos 310 processos abertos em tramitação no INCRA somente 40% chegaram ao final. Se existe algo que o Poder Legislativo, que tem entre suas atribuições a fiscalização dos atos do Executivo, deve fazer urgentemente é cobrar a celeridade nos processos de titulação de terra de quilombolas junto ao INCRA e não aprovar leis que restrinjam ainda mais os direitos sociais e econômicos dessa população”.

“Se a decisão fosse por dar continuidade à tramitação, meu parecer seria desfavorável, mas antes mesmo de redigi-lo chamaria as comunidades quilombolas de todo o país para discutir o tema na Comissão de Direitos Humanos”, afirmou a parlamentar.

fonte:
http://www.cedefes.org.br/new/index.php?conteudo=materias/index&secao=3&tema=&materia=3863

recebido de José Almeida - josricbr@yahoo.com.br

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11.7.07

Sergipe tem COPPIR

Secretária de Estado do Trabalho, Juventude e Promoção da Igualdade Social

COPPIR - Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

A Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – COPPIRSergipe foi criada pela Lei de nº 6.130, de 02 de abril de 2007. Para o governo de Sergipe, a COPPIR aponta a linha para o enfrentamento da questão racial, inaugurando uma nova página no tratamento dispensado pelo estado às iniqüidades resultantes da discriminação e das desigualdades raciais.

A criação da COPPIR retrata a primeira resposta efetiva de um Governo Estadual a uma antiga formulação e a uma demanda do Movimento Negro, no sentido da implementação de uma política de promoção da igualdade racial.

Partindo da responsabilidade da coordenação das ações governamentais, a escolha das metas diretrizes está voltada para um amplo diálogo com diferentes instâncias do Governo Estadual, com instituições públicas e privadas, com a sociedade civil e com movimentos sociais, especialmente o movimento negro.

Neste primeiro momento apresentamos como ações e programas um resumo das atividades realizadas para concretização da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Destas destacam-se a articulação com os movimentos negros e sociais, a articulação com o partido dos trabalhadores e os aliados, articulação com os deputados da base aliada, secretários de estado, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA e as comunidades remanescentes de Quilombos.

Portanto, estão sendo formatadas ações do governo do estado através da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - COPPIR, objetivando a garantia da transversalidade, descentralização da gestão democrática como forma de consolidar e ampliar uma política de governo para promoção da igualdade racial.

recebido de José Pedro Neto - jpedronetto@yahoo.com.br ,
em discriminacaoracial@yahoogrupos.com.br 

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3.7.07

Estado do Rio de Janeiro, 25 de julho. Comemorar!

Parabéns a todas as Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, pela conquista da instituição do dia 25 de julho, em especial para as companheiras integrantes do Fórum Estadual de Mulheres Negras pelo encaminhamento da proposta do Projeto de Lei, encaminhado pelo Deputado Estadual Gilberto Palmares e aprovado na Assembléia Legislativa no último dia 26 de junho.

recebido de Clatia Regina Vieira - kakaavieira@yahoo.com.br
IPAB - Instituto de Pesquisa Afro-Brasileira
FEMN - Fórum Estadual de Mulheres Negras-RJ
21-7896-7003 ID 439105* 1

Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
ORDEM DO DIA
Projeto De Lei 76/2007
Data da Sessão: 26/06/2007
Hora: 18:08

Texto da Ordem do Dia

O SR. PRESIDENTE (Gilberto Palmares) – ANUNCIA-SE A 2ª DISCUSSÃO, EM TRAMITAÇÃO ORDINÁRIA, DO PROJETO DE LEI 76/2007, DE AUTORIA DO DEPUTADO GILBERTO PALMARES, QUE INSTITUI NO CALENDÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O DIA 25 DE JULHO, “O DIA DA MULHER NEGRA, LATINO-AMERICANA E CARIBENHA”.

Em discussão a matéria. Não havendo quem queira discuti-la, encerrada a discussão.

Em votação. Os Srs. Deputados que aprovam a matéria permaneçam como estão. (Pausa)

Aprovada. Vai a Autógrafo.

O SR. LUIZ PAULO – Peço a palavra para declaração de voto, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Gilberto Palmares) – Tem a palavra, para declaração de voto, o Sr. Deputado Luiz Paulo.

O SR. LUIZ PAULO (Para declaração de voto) – Sr. Presidente, o projeto de lei é de sua autoria. Eu fiz questão de declarar o voto “sim”, porque a criação do Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha é paradigma desse mesmo dia, em nível internacional, e de um próprio seminário anual, em nível internacional.

Quando este processo passou na Comissão de Constituição e Justiça, mereceu um voto contrário da minha parte, porque entendia que tinha que haver o Dia da Mulher, não negra, caribenha, etc, etc. Mas depois de passada a votação, em conversa com V. Exa. e de representantes do Movimento da Mulher Negra, compreendi a correção do projeto.

Estou declarando o meu voto favorável e vem num dia apropriado, porque aconteceu no último final de semana um ato de vandalismo, de machismo, um ato que precisa manter aqueles jovens universitários na cadeia que agrediram, que arrebentaram uma cidadã e ainda justificaram ter feito isso, porque imaginavam que a cidadã não era empregada doméstica e sim, uma prostituta, e tal fato justificaria o ato de violência descabida. Por isso, parabenizo V. Exa. e deixo consignado o meu voto favorável.

O SR. PRESIDENTE (Gilberto Palmares) – Agradeço o apoio de V. Exa. e demais colegas deputados e deputadas.

fonte: http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/taqalerj.nsf/8b99ca38e07826db032565300046fdf1/418e91e80f6b25a783257306006ad9d7?OpenDocument

foto de Lélia Gonzalez - Copyright  Januário Garcia

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Regard Cosméticos para Beleza Negra

Black is beautiful
Por: Publicidade da Regard Cosméticos - Entrevista ao editor, jornalista Dojival Vieira. - 2/7/2007

S. Paulo - A dificuldade de se encontrar em um mesmo espaço, produtos de maquiagem para a pele negra, fez com que a empresária Márcia Deraoui, criasse a primeira loja virtual do Brasil para o público negro.

Assim surgiu, no mês passado (junho 2007), em S. Paulo, a Regard Cosméticos, que tem como objetivo, além de oferecer, pesquisar e apresentar produtos, inclusive hidratantes e anti-transpirantes, quase que exclusivamente para o público negro. Os produtos podem ser adquiridos via Internet, acessando-se o site de qualquer lugar do Brasil - http://www.regard.com.br - ao mesmo preço das lojas no varejo.

A idéia da empresária é conseguir das empresas fabricantes preços especiais (ao menos os que são oferecidos no atacado) para que os produtos possam ter preços cada vez mais competitivos.

“Encontramos hoje alguns produtos bons para atender o público negro, porém, estavam espalhados em diversos endereços virtuais ou físicos. Essa comunidade se destina a um público que, geralmente, não é lembrado como consumidor potencial”, afirma.

Márcia, que é analista de sistemas, começou a desenvolver a idéia em 2003, porém, conta que só o processo de lançamento da loja demorou um ano, desde o registro da empresa, pesquisa de mercado, testes de produto e geração da foto-referência que é uma inédita no mercado brasileiro.

A proposta da loja virtual, que também tem uma linha de produtos para orientais, é ousada: primeiro, a empresária quer conquistar o mercado interno, com produtos de qualidade e depois buscar o mercado externo. A intenção é também influir na decisão dos fabricantes a darem maior atenção ao público negro.

Veja, na íntegra, a entrevista.

Afropress - Como surgiu a idéia da criação de uma loja virtual para negros e negras?

Márcia Deraoui - Sou da área de administração e sistemas, mas sempre me interessei pela área cosmética. Em 2003 fui diretora do jornal Beleza & Cia News, juntamente com outra profissional de Sistemas, Renata Santos Dias. Fizemos um jornal diferente, onde a lógica era questionar e responder sobre estética sob a ótica consumidora. Nesse período descobrimos muita coisa e uma delas é que a pele negra fica à margem da variedade de produtos nas prateleiras.

Experimentei muitos produtos inadequados para minha pele e que se apresentavam com indicação para pele negra.

A criação da loja é resultado de todas essas experiências, aliada ao fato de ser uma consumidora virtual. Queria rapidamente encontrar produtos num único endereço na internet; não havia nenhum.

Mais do que isso, apresentam-se produtos com três cores na tela do computador, como identificar o meu tom de pele? Foi mais um desafio que resultou na criação da foto-referência que a loja apresenta.

Afropress - Como o seu trabalho se relaciona com a importância do povo negro resgatar sua auto-estima?

Márcia - A auto-estima está relacionada ao bem estar pessoal. E bem estar pessoal envolve corpo e mente saudáveis, satisfação consigo e com sua imagem, o que resulta em auto-confiança. Nisso os hábitos e os itens de higiene pessoal são fundamentais; os cosméticos vêm então complementar, acrescentar. É um círculo: Havendo bons produtos, criam-se os hábitos, cresce a auto-estima, aumenta a confiança e em breve não falaremos mais em resgate, mas de consciência de que somos todos fortes, belos e inteligentes.

Vejamos o mercado cosmético: A maior parte do investimento nessa área para o público negro está concentrado em produtos capilares. Só precisamos cuidar dos cabelos?

Precisamos também de soluções para demais itens que exigem cuidados específicos como transpiração, lábios, oleosidade da pele, barba, maquiagens. Temos necessidades diferenciadas e merecemos esse espaço no mercado, somos potenciais consumidores.

Quero que a Regard seja um instrumento da valorização da beleza negra e uma loja onde o negro saiba que ali a estrela é ele.

Afropress - Pela experiência inicial, quais os desdobramentos que iniciativas como a sua podem ter?

Márcia - Espero realmente, que várias ações aconteçam. Espero chamar a atenção de fabricantes que ainda não dedicaram nenhum tipo de pesquisa ou produto ao público negro para que o façam. Espero fazer da Regard a vitrine que aproxima esse produto do consumidor negro através da credibilidade dos serviços.

Aos fabricantes que já investem neste mercado como Bozzano, Muene, Avon e outros, que sintam-se estimulados a lançar mais produtos pois o que temos hoje disponível ainda é pouco. E o que o consumidor negro sinta-se valorizado, que seja mais exigente e cobre do mercado.

Afropress - Onde está e em que ramo atua o empreendedor negro?

Márcia - Não creio que tenhamos dados consistentes a esse respeito. Poderia arriscar em dizer que a maioria dos empreendedores negros atua na prestação de serviços, mas seria impreciso.

Como empreendedora busquei apoio de algumas organizações e até encontrei bons projetos que buscam fortalecer as minorias, mas ainda sinto o assunto pulverizado em várias iniciativas, Ongs, Fundações, Associações. A tendência natural é que uma ou duas tornem-se ponto de referência e aí poderemos mapear a presença negra no empreendedorismo. Acredito que o Sebrae terá uma grande participação nisso.

Afropress - Faça as considerações que considerar pertinentes.

Márcia - Todo ineditismo é ousado. Não tenho referências ou cases, mas conheço o público para o qual estou oferecendo serviços. Somos empresários, estudantes, secretárias, artistas, técnicos, internautas em geral, em busca de boas opções de compra. O comércio virtual cresce vertiginosamente e agora o público negro pode dizer que tem um olhar virtual sobre ele (Regard significa olhar com atenção, respeito). Ter obtido esse apoio da Afropress nos mostra que estamos no caminho certo. Muito obrigada.

fonte: http://www.afropress.com/correspo_2.asp?id=133

criado por Memória Lélia Gonzalez    17:44 — Arquivado em: Dignidade, Lançamento

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