31.10.06
Fundação Cultural Palmares - 18 anos
PALMARES 18 ANOS: Celebração de 6 a 10 de novembro
acesse a programação, em Brasília:
http://www.palmares.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=333
recebido de Robson - robson.oliveira@palmares.gov.br
PALMARES 18 ANOS: Celebração de 6 a 10 de novembro
acesse a programação, em Brasília:
http://www.palmares.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=333
recebido de Robson - robson.oliveira@palmares.gov.br
COMUNICADO FEMINISTA SOBRE OAXACA
El día de ayer (25 de octubre), mujeres de organizaciones feministas y diputadas que participamos en una caravana de apoyo a la lucha de los pueblos de Oaxaca, pudimos atestiguar la grave situación de represión y violación a los derechos humanos que enfrenta la población oaxaqueña cuyo única aspiración es una vida digna.
Su lucha ha sido pacífica y legal por medio de la organización, el diálogo y la construcción de propuestas para terminar con la miseria y la explotación en la que se encuentra la mayor parte del pueblo de Oaxaca.
Con indignación y tristeza escuchamos los testimonios de mujeres que han perdido hermanos, parejas, padres, que fueron asesinados, desaparecidos, torturados, encarcelados. Todos son inocentes.
También constatamos la fuerza, la entereza y la valentía de las mujeres, quienes a pesar del dolor y de ser objeto de todo tipo de amenazas, presiones y persecuciones, se mantienen firmes en la Asamblea Popular de los Pueblos de Oaxaca, movimiento ejemplar para nuestro país.
Oaxaca ya no puede esperar. Mantener a Ulises Ruiz en el gobierno del estado, es seguirse burlando de las ansias de democracia y justicia de la ciudadanía. El Senado de la República, al negar la desaparición de poderes, y el apoyo incondicional del Partido Revolucionario Institucional al gobernador espurio, los hace cómplices de este terrible atropello.
Hoy, regresamos con el compromiso de incrementar la exigencia a la clase política mexicana de cumplir con su obligación de respetar y garantizar los derechos consagrados en nuestra Constitución. Llamamos a la ciudadanía a redoblar las muestras de solidaridad para detener la represión en ese estado hermano y para seguir exigiendo la renuncia inmediata de Ulises Ruiz
Espacio Feminista,
Salud Integral para la Mujer,
Consorcio para el Diálogo Parlamentario y la Equidad,
Católicas por el Derecho a Decidir,
Equidad de Género,
Musas de Metal,
jóvenes del PRT,
Diputadas Maricela Contreras (PRD), Martha Tagle (Convergencia) y Elsa Conde (Alternativa).
México, DF. a 26 de octubre de 2006
recebido de Pilar Muriedas - pmuriedas@hotmail.com
Foro-proyecta mailing list
5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura – UNE – União Nacional dos Estudantes
http://www.une.org.br/home3/coringa/m_4573.html
Até o dia 4 de dezembro de 2006 estarão abertas as inscrições para as mostras de trabalhos universitários nas áreas de Literatura, Ciência e Tecnologia, Música, Artes Ciências, Arte Visuais, Cinema e Vídeo.
Sob a temática “Brasil-África: um Rio chamado Atlântico”, a 5ª Bienal pretende fazer uma reflexão sobre os elementos que compõem a formação da cultura brasileira, colocando em destaque a influência africana dentro do contexto nacional. A escolha do tema partiu da leitura do clássico “Um Rio chamado Atlântico”, do historiador, diplomata, africanista e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, Alberto da Costa e Silva.
A UNE lançou, em 1999, o ousado e bem sucedido projeto das Bienais de Arte, Ciência e Cultura, que após longa trajetória chega à sua quinta edição.
Entre os dias 27 de janeiro a 1º de fevereiro de 2007 , o Rio de Janeiro vai receber o maior festival artísitco da juventude brasileira. Será o momento de troca de experiências entre os estudantes universitários de todo o país.
Clique para acessar:
Regulamento
Ficha de inscrição
Panfleto para divulgação entre colegas e pessoas interessadas
Contatos: cuca@une.org.br - Tel: 21-2295-5307 / 21-2295-5792 / 21-2295-5120
recebido de Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra – Rio de Janeiro – RJ - Carla Lopes - programa.rdcn@gmail.com
11º Encontro de Jongueiros
11 de novembro de 2006
Quilombo São José – Valença - Rio de Janeiro
O encontro de 2006 vai reunir 700 jongueiros num antigo quilombo de 150 anos no interior do Estado do Rio de Janeiro apresentando a rica diversidade do JONGO, ritmo reconhecido pelo governo federal como patrimônio do Brasil, considerado um dos pais do samba.
Horário: das 18 horas do sábado ( 11/11 ) até a manhã de domingo ( 12/11 ).
Roda com 14 grupos de Jongo das comunidades : Angra dos Reis, Barra do Píraí, Campinas, Campos, Carangola, Guaratinguetá, Miracema, Pinheiral Piquete, Porciúncula, Quilombo São José, Quissamã, Santo Antonio de Pádua e Serrinha.
Informações: Associação Brasil Mestiço - tel: 21-3852-0043 ou 21-3852-0053 - brasil@brasilmestico.com.br
Quilombo São José
A comunidade do Quilombo São José, localizada na Serra da Beleza, fica no município de Valença há duas horas e meia do centro do Rio de Janeiro.
O trabalho em conjunto na agricultura, a religião da Umbanda, a sabedoria das ervas medicinais, o artesanato, as benzeduras, o Calango, o Terço de São Gonçalo e o Jongo fazem parte do cotidiano dos moradores do quilombo desde a chegada dos seus antepassados do navio negreiro para aquela fazenda por volta de 1850.
Visitar o Quilombo São José é uma viagem ao passado. Na comunidade isolada, pouca coisa mudou desde a Abolição da Escravatura.
Todos os seus moradores são parentes, até dois anos atrás a comunidade não tinha luz elétrica, o ferro à brasa, o candeeiro e o fogão à lenha fazem parte do dia-a-dia.
Valença é o local de nascimento da cantora Clementina de Jesus, um dos berços do jongo.
Como chegar:
De ônibus: A organização do evento alugou dois ônibus que levarão os visitantes interessados saindo às 13 horas da tarde em ponto da Fundição Progresso, Lapa.
( favor reservar com antecedência pois as vagas são limitadas)
Reservas de vagas no ônibus pelos tels: 21-3852-0043 ou 21-3852-0053
De carro: O Quilombo São Jose fica há duas horas e meia de carro do centro do Rio de Janeiro.
Seguir pela estrada Rio - SP. Subir a Serra das Araras e entrar na saída para Piraí - Barra do Piraí. Atravessar Barra do Piraí em direção a Valença.
Após o trevo seguir em direção a cidade de Conservatória ( entrar a esquerda para Conservatória e não a direita para Valença, ). Atravessar a cidade de Conservatória e subir a Serra da Beleza ( estrada de barro ).
Após passar pelo belo mirante descer a serra. Logo antes da 2º ponte, no 18º Km da estrada de barro, virar a esquerda na entrada do Quilombo São José. Seguir mais 6 km por essa estrada de barro secundária.
Reservas e maiores informações: Associação Brasil Mestiço - tel: 21-3852-0043 ou 21-3852-0053 - brasil@brasilmestico.com.br
Realização: Associação de Moradores do Quilombo São José
Produção: Associação Brasil Mestiço
Patrocínio: PETROBRÁS
Apoio: NATURA, UNESCO, Ministério da Cultura, SESC Rio de Janeiro, SEPPIR, Observatório Jovem e Prefeitura de Valença.
Quilombo São José
A comunidade do Quilombo São José, localizada na Serra da Beleza, fica no município de Valença há três horas do centro do Rio de Janeiro.
O trabalho em conjunto na agricultura de subsistência, a religião da Umbanda, a sabedoria das ervas medicinais, o artesanato tradicional, as benzeduras, o Calango, o Terço de São Gonçalo e o Jongo fazem parte do cotidiano dos moradores do quilombo desde a chegada dos seus antepassados naquela fazenda por volta de 1850.
Visitar o Quilombo São José é uma viagem ao passado. Na propriedade, pouca coisa mudou desde a Abolição da Escravatura. Todos os seus moradores são parentes, até dois anos atrás a comunidade não tinha luz elétrica, o ferro à brasa, o candeeiro e o fogão à lenha fazem parte do dia-a-dia.
O grupo de aproximadamente 200 negros é a sétima geração desde os primeiros escravos comprados para trabalhar nas lavouras de café da Fazenda São José. Com a abolição, os ex-escravos construíram suas casas de adobe (tijolo de barro) cobertas de sapê no alto da serra, à beira de um córrego. As gerações seguintes reforçaram os laços sanguíneos e de solidariedade, viveram a crise do café e viram sua substituição pelo milho e depois pelo gado.
Por essas razões o Jongo de São José permaneceu intacto desde os tempos do Brasil colonial.
Nessas terras, os negros de São José constituíram um núcleo religioso e cultural procurado não só pelos moradores das cidades próximas, mas de vários outros pontos do Brasil e do mundo que visitam a comunidade nos eventos que lá acontecem ao longo do ano. O do dia 13 de maio, em homenagem ao dia dos Pretos-velhos vem atraindo a cada ano um público de 3.000 turistas de diversas capitais do Brasil e do exterior.
No dia 05 de abril de 1999 o Governo Federal reconheceu oficialmente a comunidade como "remanescente de quilombo" abrindo caminho para a titulação de suas terras, porém o processo de desapropriação ou compra da fazenda tem se mostrado muito demorado.
Atualmente a restrição das terras para plantio imposta pelo fazendeiro "proprietário da fazenda" e a lentidão das autoridades federais na desapropriação do Quilombo fazem com que seus moradores enfrentem graves dificuldades para sobreviver.
Mesmo assim, graças a sua forte identidade cultural, sua religiosidade e união familiar eles conseguem se manter como uma das comunidades mais bonitas do Brasil.
Em junho de 2000 seus moradores, fundaram a Associação de Moradores do Quilombo São José que tem como objetivo intensificar a luta pela desapropriação de suas terras, o registro e divulgação dos seus patrimônios culturais e a implementação de projetos de agricultura, turismo, cultura e educação popular visando a mudança da qualidade de vida local.
Recentemente o Quilombo foi selecionado pela UNESCO e pelo Ministério da Cultura para os projetos Criança Esperança e Ponto de Cultura.
O 11º Encontro de Jongueiros tem como objetivo chamar a atenção das autoridades responsáveis do governo federal para acelerar a desapropriação das suas terras garantindo a mudança de qualidade de vida e salvaguarda do jongo.
O Quilombo São José é considerado um dos berços do jongo, local onde são encontradas as matrizes desse ritmo.
O jongo
O jongo, também conhecido como caxambu, é uma dança de roda e de umbigada e um ritmo cujas matrizes vieram da região africana do Congo-Angola para o Brasil-Colônia. Foi trazido pelos negros de origem banto, que vieram como escravos para o trabalho forçado nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba e interior dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O Jongo era uma das poucas possibilidades de diversão dos escravos, reunindo canto e dança em uma grande festividade.
Precursor do samba, foi uma das mais importantes contribuições dos negros para a cultura nacional, especialmente na formação da música popular brasileira especialmente do samba.
Patrimônio cultural do país, o jongo é encontrado em comunidades situadas no interior da região sudeste, predominantemente no Estado do Rio de Janeiro.
recebido de brasil@brasilmestico.com.br
IPN – Museu Memorial
Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos
Programação 20 de novembro
• 11h - Culto Inter-Religioso - Encontro das Religiões: Católica, Islâmica e Afrobrasileira
• 12h - Exibição do Documentário Tributo Aos Pretos Novos - O Holocausto Carioca
• Exposição Permanente do achado arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos - Imagens
• 12h 30m - Tradicional “Cardinho de Feijão”
• Exposição da Casa do Artista Plástico Afrobrasileiro - Capa
Messias dos Santos e Silva Maranhão - telas
Othon Teixeira - esculturas - ferramentas de Santo
• 16h 30m - Jongo de Barra do Piraí
• 18h - Viola de Minas Gerais - com O Mestre Messias
• 20h - Som de Olodun - Grupo da Providência
Exposição permanente.
Visitas programadas
21-2516-7089
pretosnovos@pretosnovos.com.br
Entrada Franca
Rua Pedro Ernesto nº. 32/34
Gamboa - Rio de Janeiro - RJ
CEP 20.220–350
recebido de MERCED - pretosnovos@pretosnovos.com.br
4º Seminário Desafios das Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial
16 e 17 de novembro de 2006
SESC Pompéia – Rua Clélia, 93 - São Paulo - SP
Inscrições a partir de 30 de outubro no site www.ceert.org.br
Informações (11) 6978-8333
O objetivo do seminário é apresentar e discutir metodologias de implementação de políticas públicas de promoção da igualdade racial. O seminário pretende ainda sensibilizar e formar educadores sobre a questão racial, fortalecendo o tratamento da temática racial-étnica como conteúdo permanente e regular dos currículos, além de auxiliar os educadores em suas práticas pedagógicas, principalmente, no tangente à implementação da lei 10.639/2003.
Para o seminário está estimado um público de 600 pessoas entre educadores, coordenadores pedagógicos e representantes de órgãos governamentais e movimento social.
Destacamos como principal atividade a entrega do 3º Prêmio Educar Para a Igualdade Racial: experiências de promoção da igualdade racial/étnica no ambiente escolar. O referido Prêmio, que conta com a parceria do Banco ABN Amro Real, objetiva mapear e analisar experiências de tratamento da temática das relações étnicas e raciais no ambiente escolar. Em sua 3ª edição, foram selecionados 12 professores, das cinco regiões do país, dentre cerca de 400 experiências inscritas. Além da premiação, os 12 professores finalistas apresentarão suas experiências tanto em oficinas pedagógicas, quanto em uma exposição do resultado de seus trabalhos, por meio de painéis.
O seminário contará também com atividades culturais, lançamento de livro e show de Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila e Teresa Gama.
Realização: CEERT
Parceria: Banco ABN AMRO RealReal
Apoio: Unicef, Sesc-SP, Seppir, Secad/Mec, Fundação Ford
O Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades - CEERT - é uma ONG que há 16 anos produz diagnósticos sobre relações raciais e de gênero e elabora políticas e programas institucionais de promoção da igualdade de oportunidades e tratamento, visando eliminar todas as formas de discriminação.
recebido de CEERT2002 - ceert2002@yahoo.com.br
É com muito prazer que apresentamos o GLOBAL LANGUAGE CENTER, o mais novo projeto de transformação e inclusão social realizado pelo Programa de Educação do INSTITUTO PALMARES DE DIREITOS HUMANOS – IPDH - Rio de Janeiro-RJ, que tem entre seus objetivos:
- Democratizar o ensino de idiomas e promover a igualdade de oportunidades para brasileiros na economia global;
- Possibilitar que brasileiras e brasileiros oriundos de classes populares participem do diálogo da sociedade civil global e das decisões importantes tomadas na arena internacional;
- Na Segunda Fase do projeto, proporcionar um caminho para jovens brasileiros participarem do mercado de trabalho global através de:
– Ensino de Idiomas – incluindo o português
– Ensino de Tecnologia da Comunicação e Informação
– Educação e Preparação para Ambiente Corporativo e o Mercado de Trabalho Global
– Através de Parcerias com Instituições e Empresas Posicionar esses Jovens no Mercado de Trabalho
Em fase de desenvolvimento de seu piloto o GLOBAL LANGUAGE CENTER ministra aulas de Inglês e Espanhol, na sede do IPDH, no Corredor Cultural da Lapa – um antigo objetivo da instituição – e conta com o apoio da Cambridge University Press, Oxford University Press e o programa Amplifying Youth Voices – on Rights, Poverty and Discrimination, da Global Rights.
O projeto tem uma de suas turmas desenvolvida exclusivamente para universitários afrodescendentes e carentes e conta com professores formados nos melhores cursos e com certificação internacional.
Durante a fase como piloto, as turmas do GLOBAL LANGUAGE CENTER seguem um modelo auto-sustentável, onde os alunos pagam R$ 46,00 de mensalidade e um terço da turma é constituído de bolsistas. Os valores são destinados ao pagamento dos professores, formulação e adaptação de metodologia e material suplementar.
Apesar de garantida a auto-sustentabilidade, o projeto está buscando parcerias para aumentar ainda mais a qualidade das aulas, seu poder multiplicador e possibilitar que alunos que não podem arcar com custos de transporte, alimentação e mensalidade não sejam impedidos de aprender um segundo idioma.
Para mais informações sobre o GLOBAL LANGUAGE CENTER e outros projetos do Programa de Educação do Instituto Palmares de Direitos Humanos, por favor entre em contato com os seguintes canais de informação:
Website: www.globallanguagecenter.tk
E-mail: rod.glc@terra.com.br
Telefones: 21-9436-1597
Endereço: Av. Mem de Sá, 39 – ao lado dos Arcos da Lapa
OUTROS PROJETOS DO INSTITUTO PALMARES DE DIREITOS HUMANOS
1) Incubadora de Empreendimentos Populares
http://www.radiobras.gov.br/abrn/brasilagora/materia.phtml?materia=265642
2) Incubadora Afro-Brasileira
www.ia.org.br
http://www.sebraerj.com.br/main.asp?View={23EB7502-31BD-44F7-89CE-0EC79443939D}&BrowserType=IE&LangID=pt-br¶ms=itemID={0F1087FE-F0F1-4ABE-BEE6-96B89E662C8F};&UIPartUID={7037710B-BA32-45CD-81A3-63B99BD162EA}
3) Pré-Vestibular Comunitário para Afrodescendentes e Carentes Lima Barreto
www.prelimabarreto.tk
4) Outros Projetos – Energia Quilombola, Observatório Afro-Brasileiro, Curso Pré-Técnico para Afrodescendentes e Carentes, Sala de Leitura e Pesquisa, Incubadora de Empreendimentos de Egressos, entre outros.
Ficamos à disposição para mais informações.
Nossos agradecimentos pela atenção e as mais cordiais saudações,
Equipe do PROGRAMA DE EDUCAÇÃO – IPDH
INSTITUTO PALMARES DE DIREITOS HUMANOS – IPDH
Programa de Educação
ipdh.educacao@gmail.com
www.ia.org.br/ipdh.htm
+55 (21) 2221-9313
Av. Mem de Sá, 39 Lapa
Rio de Janeiro – RJ
recebido de Maria Catarina Silva de Paula - catarina.ipdh@gmail.com
Necessidade de Solidariedade: Mulher da Paz em risco
Por Nicci Simmonds, Membro de “Mulheres da Paz ao redor do Mundo” e sócia-conselheira do grupo regional do Pacífico
A experiência terrível de Mutabar Tadjibaeva, do Uzbequistão, em outubro de 2005, nos lançou, de repente, em uma campanha de solidariedade. Foi nossa primeira atividade como uma rede e continua caracterizando-nos como um grupo, além de mostrar que continuamos trabalhando juntas, apesar de nossas estratégias diferentes no caminho da paz, com as cargas pesadas de trabalho que continuam nos ombros de cada uma de nós.
A prisão ilegal de Mutabar, no final de 2005, foi um choque repentino para nós. Ela foi presa pelo governo de seu país, depois de poucas horas de o governo tomar conhecimento de que ela não era “a” ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2005. Eles pensaram que poderiam silenciá-la e que ninguém prestaria atenção, na medida em que ela não era uma laureado do Nobel.
A prisão de Mutabar nos perturbou profundamente, mas nos reanimou também. As Mulheres da Paz de inúmeros países distantes de Uzbequistão entraram em ação para dar apoio a Mutabar. Das Ilhas de Pacífico, passando pela América do Sul, circulamos uma petição ao Presidente de Uzbek e coletamos assinaturas e as enviamos a Tashkent.
Mas em seguida, Mutabar foi condenada a sete anos de prisão por corrupção, depois de um processo absurdo que mais identificava um escárnio da justiça. Quando isso aconteceu, pareceu-nos que nossa ação de solidariedade tinha falhado. Algumas de nós desejavam saber até mesmo se nossa ação e petição tinha provocado sua prisão, ao invés de ter chegado como uma proteção para ela.
Nós compartilhamos estas preocupações com Marina Pikulina, a coordenadora para a Ásia Central que havia coordenado a petição para Tashkent, onde Mutabar vive. Marina nos assegurou – no Seminário de Coordenadoras de julho – que a ação de solidariedade teve um sucesso significativo: “A solidariedade funcionou muito bem. Depois da prisão de Mutabar, o Governo do Uzbequistão quis liberta-la por causa de toda a atenção internacional – nós os envergonhamos e eles se sentiram embaraçados com a proporção que o caso tomou, particularmente quando as outras Embaixadas começaram a ter interesse por causa de nosso trabalho de “advocacy”. A razão pela qual Mutabar não foi libertada era que ela é uma mulher muito forte e determinada. Ela recusou-se a ser libertada sem receber uma declaração do Tribunal de que ela é inocente. E o governo não irá fazer isso. Assim ela teve que continuar presa. De todo modo, o Governo deixou de ameaçar as outras Mulheres da Paz de Uzbequistão (1). A agora nós estamos entre as poucas que podem falar sem sermos presas.”
No último dia do Seminário das Coordenadoras, em meados de julho, Marina recebeu notícias de que Mutabar tinha sido transferida da prisão para uma psiquiatria de custódia e que ela não estava bem. Sua situação permanece indefinida, mas é sabido que tem sofrido danos e que sua família está sendo seguida e molestada. Como resultado da solidariedade e dos esforços de nossa “advocacy”, a Missão EUA em Uzbequistão deu assistência a todas as Mulheres da Paz de Uzbek e propiciou que Marina viajasse aos EUA para encontrar as Agências Federais americanas, bem como as organizações da sociedade civil. Isto teve sucesso ampliando as redes de apoio e as oportunidades para as Mulheres da Paz Uzbek.
Para informação adicional: http://www.amnestyusa.org/interfaith/tadzhibaeva.html
Para manter a pressão sobre o governo de Uzbek, solicitamos a todas que enviem cartões postais a Mutabar. O cartão postal lembrará às autoridades policiais que o mundo continua interessado em seu caso e que está observando as ações das autoridades.
Envie o quanto mais você quiser! Por favor envie seu cartão para:
Mutabar Tadjibaeva
3rd Otryad, 32nd Otdel, building 222, Farghona Yuli street,
Tashkent, 100000,
Uzbequistão
………………..
nota (1) - Adiba Akhmedjanova; Dilorom Mukhsinova; Sakhibakhon Irgasheva; Dildora Alimbekova; Rano Yusupova; Salima Kadyrova; Sarygul Bahadirova; Tamara Chikunova; Tatyana Chabrova; além de Mutabar Tadjibayeva
sobre Mutabar Tadjibayeva - http://www.1000peacewomen.org/typo/index.php?id=14&L=1&WomenID=852
"A luta pela paz começa com a luta pela paz espiritual e pela tranqüilidade entre as pessoas. Isto só é possível quando é assegurada a observância dos direitos humanos e da liberdade para todas as pessoas".
sobre Uzbequistão:
http://www.portalbrasil.eti.br/asia_uzbequistao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Uzbequist%C3%A3o
tradução livre de Memória Lélia Gonzalez
a partir do “PeaceWomen Across the Globe -Newsletter 03/2006”, recebido em 04 out. 2006 – ainda não disponível no site - http://www.1000peacewomen.org/typo/index.php?id=24&L=1
Juntem-se a nos para a realização da
32ª Conferência anual da Associação de Estudos sobre o Caribe
Tema da conferência:
Interpretações Alternativas do “Circum-Caribe”: Questionando as relações sobre historia, sociedade y cultura no Caribe e mais
28 de maio a 01 de junho de 2007
Salvador da Bahia, Brasil
Inscrições até 22 de dezembro de 2006
http://www.caribbean-studies.org/index_files/Page699.htm
Nosso objetivo principal é ampliar o diálogo entre a universidade e o público em geral, num esforço conjunto para um mapeamento de estudos sobre o Caribe e seus problemas. Esperamos que a realização da conferência no Brasil, seja um desafio para uma melhor compreensão cultural, histórica e social do Caribe e Brasil além das conceitualizações nacionais e territoriais.
Serão aceitos:
- Trabalhos relacionados ao Caribe e a sua Diáspora, que incluam uma maior amplitude metodológica e disciplinar. Inclusive, que incorporem regiões circunvizinhas ao Caribe, entre elas, Brasil, América Central, Colômbia, Venezuela, e México;
- Contribuições de profissionais e pessoas ligadas a elaboração e implementação de políticas públicas e privadas de setores administrativos;
- Trabalhos que questionem o tema e a interrelação do “Circum-Caribe”;
- Trabalhos sobre Brasil relacionados com o tema da conferência
- Trabalhos que estejam ligados a preservação e enriquecimento das culturas da região
- Apresentações artísticas em filmes música e teatro
- Trabalhos e painéis de alunos de Pós-Graduação
Embora aceitemos trabalhos individuais, serão bem-vindas as propostas em painéis sobre temas que possam estimular discussões e debates.
Inscrições:
Propostas em painéis, trabalhos individuais e resumos, serão aceitos num formulário eletrônico que você pode achar no site da CSA [Caribbean Studies Association - http://www.caribbean-studies.org]. Por favor, preenche o “Formulário para TRABALHOS INDIVIDUAIS” se sua proposta é um trabalho individual, o “Formulário para PAINÉIS” se você propõe um painel organizado. Os resumos não deverão exceder o número de 200 palavras. As propostas em painéis não deverão exceder o número de 100 palavras para a descrição geral e 100 para cada trabalho no painel. O formulário e um breve curriculum vitae de cada participante deverá ser enviado por e-mail até 22 de dezembro de 2006 no seguinte endereço: Carribean_2007@yahoo.com. Os organizadores dos painéis serão responsáveis por toda comunicação com os membros do seu painel. Cada apresentador terá um máximo de 15 minutos para fazer sua exposição.
Para mais informações consultem nosso site:
http://www.caribbean-studies.org
ou direto em português
http://www.caribbean-studies.org/index_files/Page699.htm
recebido de “ASWAD Announcements” - admin@aswadiaspora.org
October 18, 2006 7:44 PM
ASWAD Announcements: 32nd Annual Conference of the Caribbean Studies Association
MOBILIZAÇÃO NACIONAL PRÓ-SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA
DIA 27 DE OUTUBRO DE 2006
veja a Mobilização nos estados do País:
http://www.mobilizacaosaudenegra.blogspot.com
Entidades do movimento social negro, gestores públicos e trabalhadores da saúde elegeram 27 de outubro como o DIA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL PRÓ-SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA.
O Brasil é o único país do mundo que conta com um Sistema Único de Saúde que tem como premissas a universalidade, a eqüidade, a integralidade, entretanto, é sabido que alguns grupos têm seu direito à saúde negado ou violado, em virtude das dificuldades de acesso aos serviços ou da baixa qualidade da atenção que lhes é oferecida.
A marca da desigualdade no acesso aos serviços de saúde pode ser observada quando falamos de mortalidade: de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2003, a cada 100 pessoas que morreram 14 não tiveram a causa de sua morte definida. Para as crianças pretas e pardas com menos de 5 anos as taxas de morte por causas mal definidas foi 2 vezes maior que as observadas para as crianças brancas. Situações como estas mostram dificuldades de acesso aos serviços de saúde, o diagnóstico tardio, a baixa qualidade da atenção oferecida, tratamento inexistente, inadequado e/ou ineficiente.
Ainda trabalhando com os dados de mortalidade, se forem considerados apenas os óbitos com causa definida, os acidentes de transporte, homicídios, suicídios, ou seja, as causas externas de morte ocupam lugar de destaque e só perdem para as doenças do aparelho circulatório. No Brasil, independente do sexo ou da região de moradia, o risco de morte por homicídios é maior nas população negra (pretos e pardos), embora as taxas sejam maiores para os pretos.
Outra questão importante é o não preenchimento (ou preenchimento inadequado) do Quesito Cor. Na saúde as informações sobre a distribuição territorial das doenças e dos agravos e entre os diferentes grupos são elementos essenciais para o diagnóstico de situação, para o desenho, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas, das ações, dos programas. Sem o dado sobre raça/cor/etnia, não se pode identificar as necessidades e as demandas dos diferentes grupos. Esta variável é tão importante quanto sexo, idade, local de moradia, escolaridade ou ocupação.
As discussões sobre a importância do Quesito Cor no cenário das políticas publicas de saúde ainda são pouco divulgadas, contudo, os resultados de estudos e pesquisas e as estatísticas oficiais nos permitem afirmar que negros e negras tem sido mantidos em situação de desvantagem no acesso aos benefícios das ações governamentais. Para eles e elas, nascer, viver, adoecer e morrer tem significados diferentes e estas diferenças vêm sendo convertidas em desigualdades, em injustiças, em iniqüidades.
No Dia de Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra uma série de atividades serão promovidas com o objetivo de informar a população sobre seus direitos e ampliar o debate sobre a importância do combate ao racismo e sua relação com saúde. É preciso que todos e todas saibam que discriminação e intolerância não combinam com saúde.
DIGA NÃO A DISCRIMINAÇÃO E ÀS INTOLERÂNCIAS. EXIJA SEUS DIREITOS: COMBATA O RACISMO.
Outros dados importantes que devem ser considerados:
Mortalidade por faixa etária
A cada 100 indígenas mortos, 31 tinham menos que 5 anos de idade.
Cerca de 50% dos óbitos de pessoas amarelas (de ascendência asiática) ocorreram após os 70 anos de idade.
Para as crianças pretas e pardas com menos de 5 anos o risco de morte por doenças infecciosas e parasitarias foi 60% maior.
Assistência ao pré-natal, parto e nascimento
No Brasil 40% das mães dos nascidos vivos referiram ter feito 7 ou mais consultas de pré-natal. Os menores percentuais foram observados para mães pretas, pardas e indígenas. Nas regiões norte e nordeste o numero de consultas cai, independentemente da escolaridade da mãe.
Mortes maternas
No Brasil o risco de uma mulher grávida morrer em conseqüências de causas maternas é de 2,5 a 8 vezes maior se comparado aos riscos apresentados para um país desenvolvido.
A hipertensão arterial durante a gravidez foi uma das causas mais freqüentes de morte materna, principalmente entre as mulheres negras o que pode denotar má qualidade de atenção prestada durante o pré-natal e ao parto ou ainda menor acesso aos serviços.
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde, 2005. (http://200.214.130.54/svs/)
Mais informações: Secretaria Executiva da Mobilização (ONG CRIOLA)
José Marmo da Silva no (21) 9749-3699, (21) 2518-7964 (Criola)
e-mail para mguimar@uol.com.br e controlesocial@criola.org.br
Apoio: PCRI-Saúde